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A utilização dos motores
fora de borda, na náutica de recreio, é sempre limitada pelo tamanho das
embarcações e pela necessidade de potência suficiente. Acima de determinada
arqueação/dimensão apenas podem ser utilizados motores interiores, por
evidentes questões de potência/peso/dimensão.

Na escolha da embarcação
deve ter-se sempre em conta o tipo de utilização que pretendemos dar-lhe
(pesca, mergulho, passeios, desportos náuticos, etc), a lotação desejada, a
zona em que a iremos utilizar e o tipo de percursos.

Uma das escolhas de maior
importância será a motorização: a potência, fundamental para o correcto
equilíbrio casco/motor (as embarcações são certificadas pelos fabricantes –
potências máxima e mínima recomendadas) – uma embarcação sub-motorizada terá
sempre dificuldade em iniciar a planagem levando a um aumento do consumo,
navegará com a popa baixa e proa levantada, criando uma condução difícil e
desagradável, obrigando ainda a um elevado regime de rotações quando navega.
Uma motorização adequada
permite uma navegação agradável, com um consumo equilibrado de combustível e
um aumento da segurança a todos os níveis.

A escolha da motorização
deve recair sobre marcas/fabricantes com garantias dadas no mercado,
garantias de estabilidade (continuidade de fabrico, comercialização e
assistência), cumprimento das normas legalmente exigidas para o produto, e
qualidade dos serviços técnicos autorizados, bem como prazos aceitáveis na
entrega de peças e consumíveis.
(continua)
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