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AS CORVINAS NO ESTUÁRIO DO TEJO

Artigo publicado na Revista "MUNDO DA PESCA" - edição de Junho de 2010 

Corvina legítima - Argyrosomus regius (Sciaena aquila Família: Sciaenidae

João Castanheira - Corvina c/ 52 kgs - Rio Tejo - Lisboa - Maio de 2010

Presente em toda a costa portuguesa, com maior incidência na zona centro e sul da costa atlântica e em toda a costa mediterrânica (na zona Norte é capturada comercialmente durante o Inverno, em águas mais profundas), a corvina é uma espécie de peixe ósseo que pode atingir tamanhos superiores a 2 metros e mais de 100 kgs de peso.

 

A partir do início da década de 90, a zona estuarina do rio Tejo passou a ser uma zona privilegiada de reprodução e desenvolvimento desta espécie, que tinha praticamente desaparecido das suas águas, possivelmente devido à poluição e sobre-exploração pesqueira. Os espécimes adultos tendem a sair para mar aberto enquanto os juvenis ficam pelo estuário, onde encontram alimento com maior facilidade, até atingirem a idade adulta.

Várias razões têm sido apontadas para o regresso das corvinas ao Tejo, como a construção da Ponte Vasco da Gama (que alterou significativamente o leito do rio e as suas correntes) e a construção do emissário de esgotos submarino que veio a diminuir a poluição das águas, entre outras.

Trata-se de uma espécie carnívora, que se sente à vontade também em águas salobras, e pode ser encontrada no rio Tejo desde a foz até praticamente ao Concelho de Constância. Neste rio tem como alimentação natural os peixes estuarinos, entre eles a tainha, que, como se sabe, abunda por estas paragens.  O reaparecimento das corvinas no Tejo fez com que a espécie se tornasse o alvo preferencial de inúmeros pescadores, tanto praticantes de pesca apeada como de pesca embarcada. Infelizmente, grande parte destes, particularmente alguns proprietários de embarcações de recreio,  pervertendo completamente o espírito da pesca lúdica, transformaram-se em predadores desta espécie, capturando grandes quantidades que depois comercializam, nomeadamente junto de restaurantes, à revelia da legislação vigente.

As zonas de eleição para a pesca apeada da corvina no Tejo ficam compreendidas entre a zona de Santa Apolónia e Alverca, em ambas as margens do rio. A partir de Maio de cada ano começam a aparecer as corvinas de grande porte – referimo-nos a pesos que muitas vezes excedem os 10/12 kgs, tendo sido já registados exemplares que ultrapassam os 25/30 kgs.  Não esqueçamos que a corvina atinge a maturidade sexual perto dos 3 anos de idade (cerca de 3 kgs de peso e 60 cm de comprimento). A época de reprodução ocorre entre Abril e Julho.

Embora o tamanho mínimo legal estabelecido para a captura da corvina seja de 42 cm, qualquer exemplar com menos de 3 kgs (até este tamanho são vulgarmente conhecidos como rabetas ou corvinotas) deve ser devolvido à água, a fim de permitir que atinja a idade adulta e que venha a procriar, contribuindo assim para a manutenção da espécie. Começa já hoje a  considerar-se a corvina como uma espécie residente e não sazonal, apoiando-se no facto de aqui se reproduzirem e poderem ser encontradas durante todo o ano.

A técnica de pesca mais utilizada na pesca da corvina é a pesca ao fundo, apeada ou de embarcação, ou a zagaia em embarcação, utilizando-se material médio (canas e carretos de qualidade), anzóis de 3/0 para cima e como isco o caranguejo (mole ou de 2 cascas), a lula e o choco fresco, a camarinha do rio (preferencialmente viva), a sardinha, o casulo e o ganso coreano. São exigidas iscadas generosas, dirigidas aos exemplares maiores, poupando-se assim os peixes de menor tamanho. Para as grandes corvinas a tainha viva iscada pelo lombo acaba muitas vezes por proporcionar óptimos resultados.

As linhas indicadas são os monofilamentos de qualidade, 0,35 a 0,45, uma baixada (chicote) com fio 0,45/55 com um ou dois estralhos com pelo menos 0,75 cm – um deles colocado muito perto da chumbada, de modo a permitir que o isco assente no fundo, pois a corvina tem a boca ligeiramente inclinada para baixo, vocacionada, portanto, para comer no fundo.

Não é exigida grande técnica ao pescador na pesca à corvina. Esta, normalmente, abocanha o isco à primeira, de forma violenta e tenaz, ferrando-se automaticamente. Depois, a tremenda a luta que proporciona, por via da sua grande força e feroz combatividade, deixa sempre ao pescador a sensação de ter cometido uma verdadeira proeza.

por Katembe

 

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